Transtornos das Unhas e Pele

TRANSTORNOS DAS UNHAS E DA PELE

Unha Encravada ( Onicocriptose, unguis incarnatus)

unha_encravada

   O termo unha encravada é um pouco ilusório. Se usado para designar um gancho de unha causado pelo cuidado inadequado da unha, crescendo para dentro de uma dobra ungueal superposta que obliterou o sulco ungueal lateral, o termo é aceitável. Por outro lado, a causa mais provável do complexo de sintomas é uma combinação de fatores, apenas um dos quais pode ser uma unha cortada inadequadamente. A condição é mais rara em pessoas que não usam sapatos, e a explicação mais provável é a ausência de pressão intrínseca. Dentro dos limites da caixa dos dedos no sapato, o hálux é empurrado para o segundo dedo, resultando em pressão contra a borda lateral da unha, enquanto o próprio sapato exerce pressão sobre o lado medial da unha. Esta pressão extrínseca faz a dobra ungueal empurrar de encontro à borda fina de uma unha inadequadamente cortada, rompendo a pele. A flora bacteriana e fúngica da pele entram na ferida aberta, embora pequena, e resulta inflamação. Segue-se um abscesso com gargalho, que drena mal, causando eritema, edema, hiper-hidrose e dor à palpação. Fnalmente, tecido hipertrófico de granulação completa o quadro cliico familiar da unha encravada infectada.

 

Tratamento não- cirúrgico ( I fase inflamatória)

   O paciente tem eritma moderado, edema e dor à palpação ao longo da dobra ungueal lateral. O tratamento envolve levantar a borda lateral da placa ungueal da sua posição inclusa na derme da dobra ungueal lateral. Isto é feito cuidadosamente, por que frequentemente e doloroso. O paciente pode necessitar alguns dias de imersões quentes, um recorte de sapato e modificação de atividade antes que a inflamação local seja reduzida o suficiente para possibilitar este tratamento. Este tratamento geralmente é bem sucedido em 2 a 3 semanas, se tanto material quanto for confortável para o paciente for colocado embaixo da borda da unha a cada dia.

 

 Tratamento não- cirúrgico ( II fase de abscesso)

   Esta fase é um avanço da I fase. O eritema, edema, hiper- hidrose e dor à palpação aumentam a dobra ungueal lateral salienta-se sobre a borda lateral da placa ungueal, e a drenagem começa. De inicio a drenagem é uma seceção seroda fina,viscosa. A drenagem é cultivada e as sensibilidades determinadas, e um antibiótico de amplo aspectro são iniciados.

 

Tratamento não- cirúrgico ( III fase de granulação)

   O tecido de granulação cobre a borda ungueal lateral e inibe a drenagem livre. Se esta fase não for tratada, o epitélio crescerá sobre a borda das granulações, inibindo ainda mais a drenagem e impedindo qualquer possibilidade de elevar a borda ungueal da derme da borda ungueal lateral. Esta fase pode progredir para uma condição crônica relativamente assintomática durante várias semanas, comumente seguida por episódios inflamatórios agudos recorrentes.

 

Tratamento cirúrgico ( remoção total da placa ungueal)

   A remoção total da placa ungueal sem remoção concomitante da matriz raramente está indicada, a não ser que o abscesso tenha contornado a unha em ambos os lados e embaixo do aponíquio de modo que a remoção parcial da placa ungueal não proporcionará drenagem adequada.