Luxações Recidivantes

LUXAÇÕES RECIDIVANTES

   Luxações recidivantes de uma articulação podem resultar de uma ou mais luxações traumáticas, quando a subsequente cicatrização das estruturas de sustentação da articulação foi deficiente. Os seguintes fatores predisponentes também podem estar presentes na articulação, ou no membro: contorno ou alinhamento anormal da própria articulação (congênito ou traumático), relaxamento congênito das partes moles de sustentação da articulação ou desiquilíbrio muscular.

Patela

   Luxação recidivante da patela pode resultar de luxação inicial violenta, mas ocorre com mais frequência em joelhos com uma ou mais anormalidades anatômicas que predispõem a patela à luxação ou subluxação. Ao se avaliar um paciente com luxação recidivante da patela, vário fatores anatômicos devem ser considerados; um histórico exato é ainda um dos instrumentos diagnósticos mais importantes. Geralmente , a dor esta localizada anteriormente no joelho, e frequentemente é descrita como uma dor contínua com episódios intermitentes de dor intensa e aguda.

Tratamento

   O tratamento pode ser conservador com imobilizações ou aspiração em condições estéreis antes da imobilização da extremidade, exercícios de condicionamento, aplicação de gelo e curativos compressivos. Não há necessidade de cirurgia em todos os pacientes, e mais recomendada para atletas.

Quadril

   Não e comum a luxação recidivante do quadril, na ausência de uma fratura associada da cabeça do fêmur ou do acetábulo. Quando as luxações recidivantes do quadril resultantes de traumatismo são examinadas em casos sem lesão óssea ou displasia subjacente, comumente o cirurgião se depara com uma laceração capsular e formação de uma grande bolsa sinovial contígua à cápsula articular e com lacerações do lábio acetabular. A indicação de tratamento e cirúrgico.

Articulação Esternoclavicular

   Em sua maioria, as luxações recidivantes da articulação esternoclavicular são anteriores, dependendo apenas tratamento conservador; as luxações posteriores, embora incomuns, devem ser tratadas por redução.

    Devem ser tratados com um programa de fortalecimento geral da extremidade superior e evitando atividades que causem tensões na articulação esternoclavicular.

   A cirurgia será recomendada apenas se sintomas graves estiverem limitando as atividades diárias do paciente.

Ombro

   O ombro, em virtude de sua anatomia e biomecânica, é uma das articulações mais instáveis e mais frequentemente luxadas no corpo, sendo responsável aproximadamente por 50% de todas as luxações.

   O histórico e importante em casos de instabilidade recidivante da articulação do ombro. Deve ser determinado o grau de traumatismo inicial, caso tenha ocorrido. O ortopedista fará manobras que o levem a tomar conhecimento da posição em que ocorre a luxação ou subluxação. Em casos de luxação completa, são subluxações ou luxações associadas a uma frouxidão ligamentar generalizada. Os sinais e sintomas de qualquer lesão nervosa deverão ser igualmente investigados. Mais importante ainda, devem ser documentadas as limitações físicas causadas por essa instabilidade.

Tratamento

    Não existe um procedimento que, isoladamente, seja o melhor. Os fatores enfatizados como importantes para obter um bom resultado incluem exposição adequada e técnica cirúrgica precisa. O problema patológico será definido e o procedimento realizado corrigirá esse problema de maneira mais anatômica possível.