Lesões do Ombro e Cotovelo

LESÕES DO OMBRO E COTOVELO

Lesão do Manguito Rotador

   Muitos pacientes com uma afecção do manguito rotador demonstram surgimento insidioso de dor e disfunção progressivas, com perda concomitante do movimento ativo. Geralmente, a dor ocorre à noite e pode referir-se à área da inserção do deltóide. A princípio, o movimento passivo permanece completo, até que a dor limite o movimento ativo o bastante para causar formação de uma capsulite adesiva. Muitos pacientes não lembram o incidente traumático especifico que originou os problemas.

   A perda da continuidade do manguito rotador pode ser descrita por diversas maneiras: aguda e crônica, parcial em sua substância ou total, e traumática ou degenerativa. É importante diferenciar os diversos tipos, para que o tratamento possa ser adequadamente planejado.

   Em casos de lesões de espessura parcial do manguito rotador, como tratamento inicial devemos instituir um programa conservador consistindo de modificação da atividade, exercícios de alongamento e fortalecimento e medicação anti-inflamatória. Será indicado tratamento operatório se as medidas conservadoras não forem bem – sucedidas.

Capsulite Adesiva

   O termo Capsulite Adesiva relata uma cápsula articular espessada e contraída, que parecia estar firmemente tensionada em torno da cabeça umeral com relativa ausência de líquido sinovial e alterações inflamatórias crônicas na camada subsinovial da cápsula. O ombro congelado em pacientes que não relatam qualquer evento predisponente e sem anormalidades no exame ( além da deficiência de movimento) ou nas radiografias simples foram designados como “primários”, e aqueles com lesões traumáticas precipitantes foram designados como “secundários”. Essa divisão ajuda no planejamento do tratamento, mas não prevê necessariamente o resultado.

   A incidência do ombro congelado na população geral é de aproximadamente 2%, mas existem várias condições associadas com aumento da incidência, incluindo diabetes melito (até cinco vezes mais), discopatia cervical, hipertireodismo, distúrbios intratorácicos e traumatismo. Pessoas com mais idade entre 40 e 70 anos são as mais frequentemente afetadas. É comum a praticamente todos os pacientes um período de imobilidade, cuja etiologia são diversas; provavelmente este é o fator isolado mais significativo relacionado à ocorrência desse distúrbio.