Paralisia Cerebral da Mão

PARALISIA CEREBRAL DA MÃO

   A paralisia cerebral é uma encefalopatia não hereditária, não progressiva, que ocorre no período pré-natal ou perinatal, caracterizada por alteração das funções motora, sensitiva e frequentemente intelectual. A função da mão é prejudicada de alguma forma em todos os tipos, exceto possivelmente na paraplegia espática. As deformidades mais comuns encontradas são: adução do ombro, rotação interna, flexão do cotovelo, pronação do antebraço, flexão do punho e dedos, polegar na palma e deformidades em pescoço de cisne. Muitos procedimentos cirúrgicos têm sido indicados em uma tentativa de corrigir essas deformidades. Os resultados iniciais foram imprevisíveis e desapontadores, principalmente em virtude da seleção inadequada de pacientes. Os extensos trabalhos de cirurgiões comprovaram certos princípios na avaliação e tratamento da  paralisada cerebral da mão.

 

   Avaliações cuidadosas, repetidas, de modo frequente durante um considerável período de tempo, são necessárias antes que a cirurgia possa ser aconselhada para esse pequeno grupo ou desencorajada para a maioria dos demais pacientes. As deformidades são consideradas como contraturas estáticas ( deformidades que não se corrigem com posicionamento compensador de músculo ou articução) ou deformidades dinâmicas, que são espásticas e lentamente corrigíveis.

 

Tratamento Não operatório

   Tradicionalmente, imobilização precoce tem sido usada para prevenir contraturas fixas dos músculos e articulações. Se imobilização for necessária, uma tala bem adaptada, sem pontos de pressão, deve manter o punho em tanta extensão quanto for tolerada, com os dedos em extensão quase completa e o polegar fora da palma.

   A terapia da mão, embora raramente bem sucedida em treinar uma criança para relaxar músculos espásticos, fortalecer músculos enfraquecidos e controla reflexos exagerados. A terapia também é valiosa para proporcionar suporte ao paciente e à família para lidarem com a doença, avaliar pacientes para procedimentos cirúrgicos e na recuperação pós – operatória de atividades funcionais.

Tratamento Operatório

Objetivos

   Os objetivos do tratamento operatório em uma criança com paralisia cerebral devem ser muito espécificos e possibilitar a preensão e liberação úteis e higiene aceitável. Às vezes, melhorar a aparência da mão pela correção de uma contratura de aspecto feio pode ser também um objetivo modesto. A manipulação delicada de objetos raramente melhora com cirurgia, e a função normal da mão é um objetivo ilusório. A preensão e liberação serão possíveis apenas em crianças que tenham pelo menos sensibilidade suficiente para possibilitar percepção da extremidade. Subcorreção em vez de hipercorreção da deformidade ou disfunção é sempre preferida.